Maria-Fumaça Espacial – Steampunk

Em 1822 Charles Babagge inventou uma máquina que pode ser considerada o primeiro computador da história. A maquina era chamada de Difference Engine e era um emaranhado de engrenagens, movida à manivela e concebida para calcular operações matemáticas complexas que na época eram realizadas a mão por dezenas de pessoas, utilizando calculadoras mecânicas. A maquina era complicada demais para os padrões do séc. XIX. Babbage não conseguiu arrecadar fundos e ela não pode ser concluída naquela época.

Mas em uma realidade possível, a maquina de Babbage foi de alguma forma executada e desencadeou a revolução da informática 150 anos antes, em plena revolução industrial das maquinas a vapor o que modificou de maneira fundamental a história.

Este é o enredo da Novela Difference Engine criada nos anos 90 pelos pais da ficção Cyberpunk Willian Gibson e Bruce Sterling e é um dos livros principais de um subgênero chamado de Steampunk.

O Steampunk se transformou ao longo dos anos em uma sub-cultura que encontra expressão estética na colisão fantástica de tempos. Ao contrario do Cyberpunk, ela nem sempre se manifesta como distopia pós-apocalíptica. O termo engloba produções muito diversas na moda, artes, cinema, literatura, e acomoda uma variedade de influências visuais e literárias, buscando por vezes em fontes como a ficção cientifica do começo do séc. XX de Julio Verne (20 mil Léguas Submarinas) e H.G. Wells (A Maquina do Tempo).

Personalidades como a do inventor Nikola Tesla, mágicos como Harry Houdini ou a espiã Mata Hari povoam o universo Steampunk que busca certo espírito de empreendimento, intriga, aventuras e descobertas.

Produções mais recentes atingiram o grande público como A Cidade das Crianças Perdidas, A Liga dos Cavalheiros Extraordinários ou animações como Lost Planet da Disney e O Castelo Animado (lindíssimo HOWL’S MOVING CASTLE do diretor Hayao Miyazaki).

Mas o que principalmente me atrai na comunidade Steampunk é que não está apenas restrita a ler ficção ou passivamente assistir filmes, mas seus participantes estão ativamente engajados em construir, jogar e viver nela.

O imaginário da ficção Steampunk tenta restaurar um senso de maravilhamento com o mundo tecnológico, com seus dirigíveis, tubos de ensaio, engrenagens de relógio e maquinas do tempo. Alguns falam de uma subversão criativa da tecnologia: carregar a bateria do i-pod pedalando uma bicicleta, desmontar uma impressora para construir um mecanismo que abre a porta para o gato de casa, construir maquinas de cobre com funções questionáveis, modificar um computador de forma que pareça uma máquina de escrever. Dentro do Steampunk não há preocupação em reduzir a eficiência para preencher a vida com algum assombro.

Para quem se interessar:

http://www.steampunkmagazine.com/ (publicação de artes e literatura Steampunk)

http://steampunkworkshop.com/ (objetos steampunk)

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