Aventuras Tecnológicas: Mais Leve do que o Ar

Os dirigíveis são naves mais leves do que o ar, que são movidas por propulsores, ou hélices. Eles podem ser rígidos, flexíveis ou sem estrutura alguma, como no caso dos balões. De todas as tecnologias criadas século passado, até pouco tempo atrás, eram uma das tecnologias que injustamente recebia pouca atenção e não desenvolveu muito.

O auge do período dos Dirigíveis começou junto com o século XX, com o lançamento dos Zeppelins, que eram estruturas rígidas, revestidas de tecido e compostos de várias células de gás. A situação econômica e restrições entre guerras foram responsáveis pelo desenvolvimento lento nos dirigíveis. Apesar disto, foram muito comuns até a década de 40, quando começaram a ser substituídos pelos aviões.

Na guerra, o fato de serem lentos, frágeis e potencialmente explosivos (o gás utilizado era o Hidrogênio, que é combustível), fez com que fossem rapidamente substituídos. Outro problema grave estava na decolagem e aterrissagem, que era feita de forma manual, com cordas, e era arriscada. Alguns acidentes famosos como os de Hindenburgo, em Nova Jersey, tornaram os dirigíveis pouco populares. A maior parte dos dirigíveis hoje é apenas utilizada como curiosidade, para observação aérea com câmeras e propaganda.

Os dirigíveis ainda apresentam vantagens sobre outras formas de voar: um gasto de energia muito menor do que os aviões, pouco ruído, a possibilidade de carregar cargas pesadas sem acréscimo no consumo de energia, um possível custo de manutenção baixo, devido à pequena quantidade de partes mecânicas. Comparado com outros problemas tecnológicos complexos que foram resolvidos desde a década de 40, o aprimoramento na tecnologia dos dirigíveis parece viável. Pelo menos assim acreditam varias empresas espalhadas pelo mundo.

Exemplos são os Heli-stats, Aereons e Cyclocranes que são híbridos entre dirigível e helicóptero. Os dirigíveis com formas alternativas como os Verticais (http://www.airship.org/) ou esféricos (http://www.21stcenturyairships.com/). Também existem empresas pesquisando naves especiais para transporte de cargas pesadas (http://www.millenniumairship.com/products.htm) e vôos de grandes altitudes (http://www.generalorbital.biz/Manned.html) ou mesmo, os clássicos Zeppelins aprimorados (http://www.airshipventures.com/) para viagens confortáveis e seguras.

Muito do desenvolvimento parte de novos materiais compostos, que são mais leves e resistentes e técnicas mais precisas de simulação e construção. Gostaria de ver alguma dessas empresas terminado por criar um dirigível economicamente viável, que fosse alternativa para os meus sofridos vôos na classe econômica…eu não importaria de ir mais devagar, desde que não ficasse tão espremido e a vista fosse boa.

Se no começo do século XX, um brasileiro, o Santos Dummont, pode dar sua contribuição ao desenvolvimento destas maquinas incríveis, resta saber se no futuro, algum outro brasileiro poderá também contribuir nesta aventura tecnológica.

Para quem está a fim de ficar com a cabeça nas nuvens:

http://www.myairship.com/ (coletânea de artigos e conhecimento sobre dirigíveis)
http://www.airship-association.org/whatis.html

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